LUTO: REORGANIZANDO O AMOR QUE CONTINUA EM NÓS
É bom dizer viver, valeu. É bem dizer amar, valeu Gonzaguinha O assunto de hoje não é apenas um tema sensível, é algo muito mais presente nas nossas vidas do que imaginamos. Porque o luto, como veremos, não ocorre só quando falece uma pessoa próxima de nós. Ele é uma resposta humana natural e esperada aos mais variados tipos de perdas que vamos inevitavelmente sofrer ao longo da vida. Algumas perguntas que escuto de pacientes passando por essa situação: “eu às vezes tenho o impulso de pegar o celular na mão para ligar para o meu pai como se ele não tivesse morrido”; “será que um dia vou conseguir doar os brinquedos que a milha filha de 28 anos de idade tinha quando criança?”; “sei que preciso superar esse divórcio, mas hoje sinto ainda mais forte que ela era tudo na minha vida”. Naturalmente, ofereço respostas diferentes para cada um desses questionamentos. Nenhuma perda é igual à outra, nenhuma pessoa reage exatamente da mesma forma que a outra, assim como nenhum vínculo ...


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